Código: RC146
Área Técnica: Retina
HAMARTOMA ASTROCITICO: RELATO DE CASO
Relatar e discutir um caso de Hamartoma Astrocitico atendido no Instituto Mineiro de Olhos de Belo Horizonte(MG).
Paciente,33 anos, sexo masculino, leucodermico, procedente de Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, encaminhado ao departamento de Retina e Vítreo para elucidação de lesão esbranquiçada no fundo de olho direito. Acuidade visual 20/20 ambos os olhos e demais exames oftalmológicos dentro da normalidade. Foi visualizado na oftalmoscopia e na retinografia colorida lesão esbranquiçada na superfície retiniana seguindo o trajeto da temporal superior, nodular, densa e com aparência parcialmente calcificada no olho direito, sem alterações em olho esquerdo. A retinografia livre de vermelho do olho direito foi detectada autofluorescência em lesão previamente descrita. A angiofluoresceinografia, nas fases precoces, apresentou hipofluorescencia por efeito mascara, circundada por vasos tortuosos. Na fase venosa, progrediu para hiperfluorescencia lenta em finos vasos impregnados dentro da lesão e um extravasamento de contraste. A tomografia de coerência optica (OCT Spectralis) demonstrou hiperrefletividade nas camadas internas da retina e elevação hiporrefletiva apartir da retina neurosensorial em olho direito; sem alterações em olho contra lateral. Os achados foram sugestivos de Hamartoma Astrocitico. O paciente foi concomitantemente acompanhado no Instituto Mineiro de Olhos, onde foi sugerido seguimento no Departamento de Retina e Vitreo da instituição.
O Hamartoma Astrocitico e uma neoplasia benigna da retina sensorial, que frequentemente se associa a esclerose tuberosa. Sendo de padrão unilateral e solitária em doença esporádica não sindromática. O tumor tende a crescer no inicio da infância e adolescência, no entanto pode vir a ser detectada no adulto. Afeta todos os grupos étnicos e ambos sexos. O Hamartoma Astrocitico representa um importante fator de risco para o desenvolvimento da esclerose tuberosa. Em casos que o crescimento intraocular do tumor que evolua em cegueira e olho doloroso, a enucleação e o tratamento